O solo do bairro Canafístula, mais argiloso e compacto, contrasta com as areias fofas do bairro Primavera, onde a água subterrânea é mais rasa. Essa variação exige cuidado redobrado na geotecnia de aterros sanitários em Arapiraca, porque a impermeabilização natural de cada região é diferente. Antes de projetar uma célula de resíduos, fazemos a classificação tátil-visual do material e complementamos com ensaios de permeabilidade de campo para confirmar a condutividade hidráulica local. A ABNT NBR 13896:1997 exige que a base do aterro tenha coeficiente inferior a 10⁻⁶ cm/s, e só com sondagens bem distribuídas garantimos esse valor.
A condutividade hidráulica do solo natural em Arapiraca varia de 10⁻⁵ a 10⁻⁷ cm/s, o que exige camada de argila compactada de 60 cm no mínimo.
Como trabalhamos
Fazemos a sondagem com trado mecanizado acoplado a um caminhão, que chega até 12 metros de profundidade nos terrenos planos de Arapiraca. O equipamento coleta amostras a cada metro e instala piezômetros Casagrande de forma simultânea. Acompanhamos a perfuração com ensaios de infiltração para obter a permeabilidade do solo natural, que combinamos com ensaios de granulometria para prever o comportamento da fração fina. As amostras seguem para o laboratório onde rodamos Proctor normal e ensaio de compressão simples, tudo conforme a ABNT NBR 11682:2009. A equipe registra cada etapa em relatório fotográfico.
Imagem técnica de referência — Arapiraca
Contexto geotécnico local
Num loteamento recente no bairro Cacimbas, um aterro desativado começou a trincar a casa vizinha porque o solo arenoso de fundação não tinha a impermeabilização exigida para aterros sanitários em Arapiraca. A água das chuvas infiltrou, criou poropressão e reduziu a resistência do maciço. Com a geotecnia de aterros sanitários preventiva, identificamos a zona crítica e projetamos um dreno de pé com brita e geotêxtil. O custo de remediar depois ficou três vezes maior que o estudo inicial.
Executamos ensaios de carga constante e variável em poços escavados e furos de sondagem, seguindo a ABNT NBR 14545. O resultado define a necessidade de geomembrana ou solo compactado como barreira.
02
Monitoramento de estabilidade de taludes
Instalamos piezômetros e marcos superficiais para acompanhar a movimentação do maciço de resíduos ao longo das estações chuvosas em Arapiraca.
03
Caracterização geotécnica de resíduos
Coletamos amostras deformadas e indeformadas do solo de cobertura e do resíduo sólido urbano para determinar peso específico, teor de umidade e resistência ao cisalhamento.
Este serviço complementa o nosso ensaios in situ para uma análise integral do projeto.
Marco normativo
ABNT NBR 13896:1997 (Aterros de resíduos não perigosos), ABNT NBR 11682:2009 (Estabilidade de taludes), ABNT NBR 14545 (Permeabilidade de solos in situ), ABNT NBR 7181 (Análise granulométrica)
Conteúdo em vídeo
FAQ
Qual a diferença entre aterro controlado e aterro sanitário em termos geotécnicos?
No aterro controlado não há impermeabilização de base nem sistema de drenagem de chorume, enquanto o aterro sanitário exige camada de argila compactada com k ≤ 10⁻⁶ cm/s, geomembrana PEAD e drenos. A geotecnia de aterros sanitários em Arapiraca sempre projeta a barreira inferior para evitar contaminação do lençol freático.
Quanto custa um estudo geotécnico para aterro sanitário em Arapiraca?
O valor referencial para uma área de 2 a 5 hectares fica entre R$ 4.520 e R$ 20.770, dependendo da quantidade de sondagens, ensaios de permeabilidade e análises laboratoriais. O orçamento final considera a geologia local e o porte do projeto.
Quantas sondagens são necessárias para caracterizar o terreno de um aterro?
A NBR 13896 recomenda no mínimo 3 furos por hectare, com profundidade até 6 metros abaixo da base projetada. Em áreas com solo arenoso como parte do bairro Primavera, aumentamos a malha para 4 furos por hectare para garantir a detecção de lentes permeáveis.
Como é feito o monitoramento pós-fechamento do aterro sanitário?
Instalamos piezômetros e poços de monitoramento de água subterrânea para medir nível d'água e qualidade. A leitura é mensal no primeiro ano e trimestral depois, com relatórios de estabilidade do maciço baseados na resistência ao cisalhamento dos resíduos compactados.