Acompanhamos a execução de um edifício de 14 pavimentos na Avenida Rio Branco, em Arapiraca, e vimos de perto o desafio: o subsolo local alterna camadas de areia fina siltosa com argila laterítica, típica do agreste alagoano. Para definir a capacidade de carga das estacas, recorremos ao ensaio SPT a cada metro de profundidade, seguindo rigorosamente a NBR 6484:2020. Em terrenos com variação lateral acentuada, combinamos o ensaio SPT com a tomografia sísmica para mapear descontinuidades entre furos. O resultado foi uma fundação projetada com segurança, sem superdimensionamento.
Com o ensaio SPT a cada metro e correlações regionais, reduzimos incertezas no projeto de fundações em Arapiraca.
Como trabalhamos
Arapiraca, com altitude média de 250 m e população superior a 230 mil habitantes, concentra construções que exigem conhecimento do perfil geotécnico local. O ensaio SPT fornece o índice de resistência à penetração (NSPT) a cada metro, essencial para correlacionar com parâmetros de deformabilidade e ângulo de atrito. Em solos arenosos compactos da região, os valores de NSPT chegam a 40 golpes, indicando boa capacidade de suporte. Já nas áreas de baixada, onde o lençol freático é raso, o ensaio identifica camadas moles antes da cravação de estacas. Nessas situações, complementamos com asentamento diferencial para prever recalques admissíveis.
Imagem técnica de referência — Arapiraca
Contexto geotécnico local
O crescimento urbano acelerado de Arapiraca nas últimas décadas, com loteamentos em áreas antes agrícolas, trouxe um desafio geotécnico: solos que já sofreram compactação superficial mas escondem camadas moles a partir de 6 m de profundidade. Ignorar o ensaio SPT nessas situações pode levar a recalques diferenciais e trincas em edificações. Em um condomínio horizontal no bairro Primavera, identificamos NSPT inferior a 4 golpes entre 8 e 11 m, o que exigiu fundação profunda com estacas hélice contínua. O ensaio SPT evitou que a obra avançasse com uma solução inadequada.
Execução do ensaio a cada metro, coleta de amostras deformadas e classificação táctil-visual em campo, com relatório técnico incluindo perfil individual de cada furo.
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Ensaio SPT com Medição de Torque
Aplicação de torque no amostrador após a cravação para estimar a resistência ao atrito lateral em solos argilosos, útil para projetos de estacas escavadas.
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Ensaio SPT-T (com medida de torque)
Versão do ensaio que registra o torque máximo após cada metro de penetração, fornecendo parâmetros adicionais para cálculo de capacidade de carga lateral.
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Relatório Geotécnico Integrado
Consolidação de todos os furos SPT com correlações empíricas (Terzaghi, Peck, Meyerhof) para estimativa de capacidade de carga, recalques e tipo de fundação recomendada.
Marco normativo
NBR 6484:2020 — Execução de sondagens de simples reconhecimento (SPT), NBR 8036:1983 — Programação de sondagens de simples reconhecimento, ABNT NBR 6484 — Standard Test Method for Standard Penetration Test (SPT), NBR 6122:2019 — Projeto e execução de fundações
FAQ
Qual a profundidade do ensaio SPT em Arapiraca?
A profundidade depende do porte da obra e das camadas encontradas. Em edifícios de até 4 pavimentos, investigamos de 12 a 15 m. Para torres ou galpões industriais, avançamos até 25 m ou até atingir NSPT superior a 40 golpes consecutivos. A NBR 8036 orienta a programação dos furos conforme a área e carga prevista.
Como o ensaio SPT ajuda na escolha do tipo de fundação?
Os valores de NSPT permitem estimar a capacidade de carga por fórmulas empíricas como a de Terzaghi e Peck. Se o NSPT for baixo nos primeiros metros, como ocorre em áreas de várzea de Arapiraca, a opção por estacas profundas (hélice contínua ou raiz) se torna necessária. Já onde o NSPT ultrapassa 30 golpes já a partir de 3 m, uma sapata corrida pode ser suficiente.
Qual o custo médio do ensaio SPT em Arapiraca?
O custo pode variar conforme a quantidade de furos (desconto por volume), a profundidade final e a necessidade de ensaios complementares como granulometria ou limites de Atterberg .
O ensaio SPT substitui o ensaio de palheta (vane test)?
Não. O SPT mede resistência à penetração dinâmica, enquanto o vane test mede resistência ao cisalhamento não drenado em solos coesivos saturados. Em Arapiraca, onde há ocorrência de argila mole em alguns bairros, o vane test é recomendado para complementar o SPT, especialmente para projetos de taludes e aterros sobre solos moles.